A Faxineira e Minha Mãe
F. foi faxineira por mais de 30 anos da minha mãe, não corridos, mas dos anos 90 até a morte da minha mãe, em 2008.
F. é a pessoa que eu mais devo obrigação em minha vida. Neste tempo todo em que ela trabalhou em nossa casa, nunca discutimos, ela sempre me tratou bem. Depois da morte da minha mãe, passei a morar sozinho. No final de 2009, tive que me mudar às pressas, devido ao barulho de som, patrocinado por dois vizinhos, que moravam parede e meia comigo. Eu ainda não havia encontrado uma casa para alugar. Fiquei 6 dias na casa do meu irmão , e a F. ficou com minhas coisas em sua casa. Não tenho muito, mas uma das coisas, ocupa muito espaço: pouco mais de 1000 vinis. E foi a abençoada F. que arrumou um lugar para eu morar, em frente à sua casa. Além disso, fez uma faxina na minha casinha, lavou e passou minhas roupas. Insisti em lhe pagar, ela não aceitou, falando que eu desse então dez reais para a sua neta, que a ajudou. Ah, na mudança foi ela que embalou minhas coisas. Também não quis receber dinheiro, novamente falando que eu desse dez reais para sua neta.
Há poucos meses atrás, tive um problema de circulação, eu creio , que fez com que eu tivesse dores nas pernas e ficasse mancando. Ela me deu gel, dois comprimidos, e no dia que isso ocorreu, como eu estava com dificuldades de me manter em pé, ficando impossibilitado de cozinhar, ela me deu da sua comida.
Com boa vontade, deixa eu usar seu telefone, quando preciso(estou sem fone, atualmente).
Não fui no velório/enterro da minha mãe. Mas, me contaram que a F. até passou mal, e até hoje, ela me fala o quanto sentiu a morte dela. A F. a tinha como uma irmã, a adorava.
Aí que vem a ironia da situação, minha querida mãe, não comungava do mesmo sentimento.
Não que minha mãe desgostasse da F., mas que tinha amizade por ela,isso não tinha. Pra minha mãe, F. era uma faxineira, só isso, inclusive a mama falava muito das limitações da F., nesta função, que era absolutista, certas ordens dela, não cumpria, e conversava demais, dando palpite onde não devia. E o companheiro da minha mãe pensava da mesma forma.
Casos assim acontecem mesmo. Cheguei até a relatar, num post, no blog dos delírios, sobre amizades e simpatias não correspondidas. Se a F. soubesse disso, creio que ficaria decepcionada e triste.
Mas, caso existir vida pós-morte e minha mãe estiver me acompanhando, certamente que ela deve estar bem agradecida à F., e a adorará, como a nossa faxineira,de longo tempo, a adorava.
F. foi faxineira por mais de 30 anos da minha mãe, não corridos, mas dos anos 90 até a morte da minha mãe, em 2008.
F. é a pessoa que eu mais devo obrigação em minha vida. Neste tempo todo em que ela trabalhou em nossa casa, nunca discutimos, ela sempre me tratou bem. Depois da morte da minha mãe, passei a morar sozinho. No final de 2009, tive que me mudar às pressas, devido ao barulho de som, patrocinado por dois vizinhos, que moravam parede e meia comigo. Eu ainda não havia encontrado uma casa para alugar. Fiquei 6 dias na casa do meu irmão , e a F. ficou com minhas coisas em sua casa. Não tenho muito, mas uma das coisas, ocupa muito espaço: pouco mais de 1000 vinis. E foi a abençoada F. que arrumou um lugar para eu morar, em frente à sua casa. Além disso, fez uma faxina na minha casinha, lavou e passou minhas roupas. Insisti em lhe pagar, ela não aceitou, falando que eu desse então dez reais para a sua neta, que a ajudou. Ah, na mudança foi ela que embalou minhas coisas. Também não quis receber dinheiro, novamente falando que eu desse dez reais para sua neta.
Há poucos meses atrás, tive um problema de circulação, eu creio , que fez com que eu tivesse dores nas pernas e ficasse mancando. Ela me deu gel, dois comprimidos, e no dia que isso ocorreu, como eu estava com dificuldades de me manter em pé, ficando impossibilitado de cozinhar, ela me deu da sua comida.
Com boa vontade, deixa eu usar seu telefone, quando preciso(estou sem fone, atualmente).
Não fui no velório/enterro da minha mãe. Mas, me contaram que a F. até passou mal, e até hoje, ela me fala o quanto sentiu a morte dela. A F. a tinha como uma irmã, a adorava.
Aí que vem a ironia da situação, minha querida mãe, não comungava do mesmo sentimento.
Não que minha mãe desgostasse da F., mas que tinha amizade por ela,isso não tinha. Pra minha mãe, F. era uma faxineira, só isso, inclusive a mama falava muito das limitações da F., nesta função, que era absolutista, certas ordens dela, não cumpria, e conversava demais, dando palpite onde não devia. E o companheiro da minha mãe pensava da mesma forma.
Casos assim acontecem mesmo. Cheguei até a relatar, num post, no blog dos delírios, sobre amizades e simpatias não correspondidas. Se a F. soubesse disso, creio que ficaria decepcionada e triste.
Mas, caso existir vida pós-morte e minha mãe estiver me acompanhando, certamente que ela deve estar bem agradecida à F., e a adorará, como a nossa faxineira,de longo tempo, a adorava.


