Outra bobagem: pragas amorosas. Há pouco tempo, um sujeito, rejeitado por uma mulher e achando que ela brincou com seu sentimento, jogou-lhe a praga da solidão. Ora, acho mais provável que ele termine seus dias sozinho do que ela. E neste momento, ela pode estar se divertindo, enquanto ele está na rua da amargura.
Me perdoem as pessoas que frequentam meu humilde blog e acreditam em Deus, mas caso ele existir, o mesmo não se preocupa com o estilo de vida , que cada um de nós leva. O que vale é viver, sobreviver, até morrer, não importando os meios usados para a sobrevivência.
Porém, penso ser exagero a frase: "o mundo é dos ruins". Mais realista , seria dizer: "o mundo é dos espertos". Tendo competência e prudência, a pessoa chega lá, não importa o caráter dela.
Não acredito na proclamada justiça divina. Não acredito no "aqui se faz, aqui se paga". Não creio também que pagaremos pelos nossos pecados , além-túmulo. Não acredito que uma pessoa mude para melhor.
Que me perdoem os evangélicos, mas não acredito em mudanças em pessoas, como no caso do Guilherme de Pádua. O mal que pessoas deste naipe fazem , é indelével. Mas, Guilherme segue vivendo, sobrevivendo; possivelmente até morrer com a consciência tranquila, pois não foi ele que matou a Daniela Perez, foi o diabo. Hoje, ele tem Deus em seu coração. É a justiça divina.
Minha ex-mulher, é de uma família de 12 irmãos, seis homens e seis mulheres. Em 1989, um de seus irmãos faleceu aos 40 anos. Era diabético. Foi vítima de um ataque cardíaco. No dia de sua morte, sentiu dores no peito, chegou até a se auto-massagear, mas... Era irresponsável, agressivo, genioso, do tipo de pessoa que gostava de comprar, mas não curtir pagar. Era fanfarrão e brincalhão. Apesar da diabetes, viveu bem, gozou a vida. É a justiça divina.
A filha número 11, dos pais da minha ex-mulher, foi acometida de câncer, em 2008. Era a mais legal dos 12 irmãos. Doce, alegre, calma, ela parecia gostar muito de mim, gostava dos meus gracejos, dizia que eu era muito espirituoso. Numa das últimas vezes que a vi, ela se despediu de mim com um forte abraço. Não havia maldade no abraço, e sim amizade. Seu câncer foi no pâncreas, e a consumiu por uns 8 meses. No final, ela estava vomitando sangue. Tinha 49 anos, 50 anos incompletos. Era professora; muito estimada pelos alunos. Não entendo porque ela não se casou. Era até bonita, mas não era vaidosa, não se produzia. É a justiça divina.



