Mostrando postagens com marcador Não Sei Ser Amigo E Muito Menos Amar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Não Sei Ser Amigo E Muito Menos Amar. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não Sei Ser Amigo E, Muito Menos, Amar(finalmente, o capítulo final-rs)

Sócrates, o mais sábio dos homens: "Só sei que nada sei"
Roderick Verden, o mais burro dos homens: Quanto mais vivo, menos entendo a vida

Muito já falei sobre minha saga no mundo virtual, que cheguei a levar a sério o orkut(hoje detesto-o).
Falei , igualmente, que levei certas amizades a sério e me frustrei.
E a minha mania de ter preferências foi estendida também ao mundo virtual. O inusitado é que, pela primeira vez, fui amigo de mulheres. No mundo pessoal, jamais tive uma amiga mulher. Pensando bem, não é correto dizer que tive amigas coloridas; não houve, por bem dizer , amizades, o que houve foram paqueras, amassos e sexo. Nunca tive amigos gays e nem tive relação homossexual.
O que tive com as mulheres, além dos poucos namoros, amassos e sexo, foram contatos, papos, assim como tive contato e papos com alguns gays.

Pra quem não leu ou pra quem não se lembra, fui amigo durante quase um ano da LB, no orkut. A considerei minha melhor amiga , por quase um ano. Depois de pisadas na bola e descobrir que ela se tratava de uma dissimulada, a excluí. Ela, no último e-mail que me enviou disse, "não precisa responder, pois já te bloqueei".  A conheci em dezembro, 2007. Conheci a LL, em agosto, 2008. Antes ainda de eu me apaixonar por ela, lhe disse que a mesma já estava empatada com a LB, como minha melhor amiga, com grandes chances de vencer, de ser a primeira. E como venceu! Em pouco tempo, se tornou minha paixão.
O resto creio que todo mundo, que tem paciência de acompanhar meus escritos, já sabe.

Bem, não sou tão egoísta, como possa aparecer. Assumi tanto para a LB, como publicamente, no orkut, que ela era minha melhor amiga. E eu tinha ciência que ela tinha um melhor amigo e que tinha outros amigos os quais tinha mais afinidade do que comigo, porém nunca a cobrei por isso. Eu a entendia, me contentando em ser apenas mais um de seus amigos, só não aceitei as pisadas na bola e as dissimulações.

Quanto à LL, eu penso que fui também apenas mais um de seus amigos, nada mais que isso, nada de especial, embora ela ter dito que se apaixonou por mim, tempos depois da minha revelação.

A conclusão que chego, é que será que compensa ter um melhor amigo? Será que isso existe? Ora, desses amigos, pessoais e virtuais, somente um que me pareceu mesmo ter me considerado meu melhor amigo, o Gi, e isso foi durante muito pouco tempo.  Será que não é dar muito cartaz dizer para uma pessoa ,como eu disse para as LB e LL que eram minhas melhores amigas  e ter ficado elogiando o Ar constantemente?

Já andaram falando que gosto de me fazer de vítima, que gosto de dar uma de coitado, que só acuso os que estão a minha volta, que me auto-deprecio e que me falta auto-estima. Todos que pensam assim, estão errados. Agora, uma coisa certa uma pessoa falou de mim, que tenho o costume de falar que sou incompreendido. Impressionante, escrevo textos enormes, e ainda passo essas coisa para as pessoas, que acabei de dizer. Me interpretam mal mesmo. Será que não estou me expressando direito?

Tenho ciência que assim como decepcionei um cado de gente no mundo pessoal, aconteceu o mesmo no virtual. E, claro, não culpo só os outros por isso, tenho minha parcela de culpa. Mas fui autêntico. Creio ser difícil de acreditar que exista alguém com um perfil como o meu. Suspeito que as mulheres , a principio, me viram como um romântico, um homem amoroso. Não, não sou amoroso. Me torno romântico, quando me apaixono. Tudo bem, que um sujeito que gosta um pouco de música brega/romântica e curte baladas estrangeiras, é , ao menos, um pouquinho romântico. No entanto, não sou um sonhador. Há anos e anos que não procuro um compromisso sério. Gosto muito de ficar só. O que sou, e isso acertaram, é muito sensível. De fato, me ofendo com facilidade. Mas , costumo ser frio e indiferente. Longe de mim, dizer que as pessoas que citei como minhas amigas, não prestam, digo até que poucas , pouquíssimas não prestavam, e não prestavam para mim, certamente, prestam para outrem.

Sou mesmo crítico e auto-crítico, critico a tudo, a todos, não poupo ninguém, sem exceções.A blogosfera, com seus blogueiros, evidentemente, levaram e levam a deles, já que não concordo com certas coisas.

O post mais recente, postado no meu blog do eremita, das frases de Bukowski, revelam, praticamente, tudo que penso da vida e das pessoas.

Hoje, de manhã, fiz uma coisa, que muitos , creio eu , ficarão perplexos, me achando louco,ignorante, infantil, debiloide, fraco: parei de seguir dois blogs, nos quais a LL segue e comenta. Eu, que há tempos , não leio os comentários  e nem comento nos blogs que seguimos em comum(apenas leio as postagens), cansei de ver, algumas vezes, referência à ela, nestes dois blogs(vejo isso no painel).  E ela acabou de receber um selinho, com destaque para o visual do blog. O blogueiro indicou 5 blogs, o dela estava em primeiro lugar... Fico a imaginar como deve estar lindo (e sensual) o seu blog, o quanto de sucesso ela está fazendo com a galera, em especial a  masculina.

O que ? Pensam que estou com inveja? Que estou competindo com ela? Tá bom...

Ah, uma das pessoas mais insuportáveis que conheci no mundo virtual, disse que sou chato e vivo nas trevas. Ela acertou em cheio , ao falar sobre as trevas, mas cometeu um erro crasso em dizer sobre minha chatice. Como, vocês concordam com ela, que sou chato??? Que isso , pessoal,me acho uma simpatia! Ah, então , vocês também pensam que não tenho auto-crítica....rs

E cada vez mais me sinto  desumano, menos gente, por isso que estou colocando fotos, no meu perfil, só de animais. Sou burro, sim, mas burro também é um ser vivo.

Parabéns para a LL, por fazer tanto sucesso, por agradar tanto! Já a deixei em paz. Estou apenas fazendo um desabafo, pois tudo ainda é recente e foi muito marcante.



Não Sei Ser Amigo E, Muito Menos, Amar(4)

 Sócrates, o mais sábio dos homens: "Só sei que nada sei"
Roderick Verden, o mais burro dos homens: quanto mais vivo, menos entendo a vida


O Ge, colega de sala , no tempo do ginásio, considerei meu melhor amigo. Pode-se dizer que à partir desta época, ficando cada vez mais solitário, não tinha por bem dizer um melhor amigo, o Ge era meu único amigo...  Matávamos aulas, tomávamos cerveja, jogávamos sinuca, íamos para a zona, pro cinema.

E aos 17 anos , tive minha primeira namorada, a An. A primeira namorada a gente nunca esquece, não? Claro que não dá para esquecer dela, ainda mais pelo fato de não ter me apaixonado por - eu gostava de outra, que morava num bairro, próximo ao meu. Namorico de três meses.

O Ge passou a andar com uma turma, do seu bairro; me chamou para participar dela, mas sempre detestei turmas, nunca gostei. Nos afastamos um do outro. Ficávamos anos sem nos ver. O vi , pela última vez, seis meses antes dele morrer. Ele morreu aos 37 anos, dormindo. Quando o vi pela última vez, eu carregava um disco, da banda Atomic Rooster, cujo título traduzido era: A morte anda atrás de você. Mostrei o disco para ele...

Aos 20 anos, namoro pela segunda vez, a Le, que morava no mesmo bairro da minha paixão, a Ta. Le sabia do meu sentimento em relação a Ta, mesmo assim quis me namorar, acreditando que eu passaria a gostar dela. Não deu certo, mais um namoro curto- ela me chutou.

Com a mesma idade, pinta outra namorada, a Hi. No principio do namoro, não era apaixonado por ela, mas, rapidamente, o sentimento floresceu. Mas ela não tolerou meus ciumes e terminou tudo.

Dois primos, irmãos, filhos do irmão mais velho do meu pai, cheguei a considerar meus melhores amigos, o P. e o J.. Já falei sobre os mesmos aqui, num post referente a amizades.  Não somos mais amigos, não temos mais contatos. Não gosto mais deles, cada um a seu modo.

A minha quarta namorada, surge quando eu tinha 31 anos, a Va, que se tornou minha esposa. Já falei muito sobre ela, nos blogs. Há quatro anos que não nos vimos, e espero nunca mais vê-la.

A quinta e última, a Beth, que eu chamava de Elizabeth(o nome é tão comum, que achei melhor revelá-lo rs), era dez anos mais jovem do que eu, que tinha 38 anos, na ocasião. Era bonita, mas não me apaixonei por ela, que terminou comigo, devido à minha falta de ambição.

Tive também algumas paixões não correspondidas; já contei sobre algumas nos blogs. Alguma mulheres gostaram de mim, mas não correspondi...

E o eremita, misantropo e niilista, sem amigos, sem amor, sem trabalho, sem ter o que fazer, ingressou no mundo virtual...

Não percam o próximo capítulo, o pior ainda está para acontecer...rs

Não Sei Ser Amigo E, Muito Menos, Amar(3)

 Sócrates, o mais sábio dos homens: "Só sei que nada sei"
Roderick Verden, o mais burro dos homens: quanto mais vivo, menos entendo a vida


Nota-se que meu sentimento a respeito dos animais , não é tão forte assim. Me conformo facilmente com a partidas dos mesmos. Isso seria desprendimento? Seria bom?  Ou seria frieza, falta de amor? Seria ruim?

Apesar de gostar de animais como o cachorro, por exemplo, o único animal que eu gostaria de criar seria o papagaio, no entanto, o grande porém é que alguns deles gritam muito, e isso pode até incomodar os vizinhos. Não, não quero ter animais em casa.

Com essa mania de ter preferências, tive meus melhores "amigos". O primeiro foi um colega de sala, nos tempos do primário, Ro. No quarto ano, numa redação intitulada, "Meu Melhor Amigo", três colegas votaram em mim: En, Ma e o citado Ro. Fiquei surpreso, principalmente em relação ao Ma, que era sisudo, brigão, grosseiro. No ano seguinte, Ro e En migraram para outro colégio. Um ano depois, era minha vez, de  eu sair do colégio. Nunca fui na casa deles e nem eles na minha. Nunca mais os vi, com exceção do En, que em 1969, passou , de carro, em frente á minha casa, me cumprimentando.

Ainda em 1969, tive dois amigos, vizinhos, o Ar e o Gi. Fui vizinho por 4 anos deles. Gostava muito deles. A principio gostava bem mais de Ar, que era um sujeito muito querido pelos outros. Tranquilo, não falava mal de ninguém, discreto. Eu falava na cara dele que ele era um cara muito legal. Não me lembro se cheguei a revelar a ele que o considerava meu melhor amigo. Sei que precisou passar muito tempo, até mesmo, anos depois que eu deixei de ser seu vizinho, para perceber que ele não me considerava o quanto eu o considerava: pra ele, eu era apenas mais um de seus amigos, e, quem sabe até o mesmo me achava um chato, só me tolerava por ser muito paciente. Ainda morando no mesmo local, cheguei a considerar o Gi meu melhor amigo, e nesta época, o Ar estava se entrosando com outra turma. Nunca eu e o Gi falamos um pro outro: você é meu melhor amigo, mas eu sentia que ele tinha tal sentimento em relação a mim. Mas , a amizade se acabou, por causa de um discussão boba, coisa de adolescentes. Nunca mais conversamos um com o outro. A última vez que vi Gi e Ar foi por volta do final dos anos 70(eles não me viram).

Não Sei Ser Amigo E, Muito Menos, Amar(2)

 Sócrates, o mais sábio dos homens: "Só sei que nada sei"
Roderick Verden, o mais burro dos homens: Quanto mais vivo, menos entendo a vida

O outro papagaio era bem pequeno, de voz fininha, o Yezov. Havia também , não sei se era maritaca ou maitaca ou jandaia, o Vorochilov.

Em 2004, fui acometido de pneumonia, em consequência, fiquei de molho. Neste ínterim, o falecido ex-companheiro da minha mãe, tratava dos pássaros, e , inexplicavelmente, deu o Yezov e o Vorochilov para os outros. Fiquei meio chateado.

Depois disso,  Yagoda, o preferido da mama, começou a gritar demais,constantemente mesmo. Isso me irritava muito, e mais irritado ainda ficava o ex da minha mãe. Eu , um dia , tive até que contê-lo, pois ele era dessas pessoas que batia em animais. Por sugestão minha o levamos num veterinário, e depois deixamos até ele passar uma noite , numa clínica, para ser examinado. Yagoda, segundo a clínica, estava bem saudável. Explicaram um monte de coisas a respeito dos seus constantes(e irritantes) gritos. Nada do que foi explicado, me convenceu. O ex da minha mãe deu o Yagoda para sua filha. Vocês vão achar estranho,talvez até desumano e ignorância da minha parte, mas senti alívio com a partida dele. Deixei de gostar dele. Sei, um animal não é como a gente, ele não sabe o que faz, e os bichos, ainda mais os domesticados, são indefesos, mas eu não tolerava seus gritos; o , outrora, tão simpático Yagoda, se tornou um papagaio antipático.rs

Em 2008, o ex da minha mãe, mesmo sob meus protestos, deu o Stalin para uma velha conhecida da minha mãe. Foi numa segunda-feira, no começo da noite, que ela foi buscar o bichinho. Eu ajudei a colocá-lo, com sua enorme gaiola, no carro dela. Eu estava arrasado, e pode ser cisma, loucura de minha parte, mas achei que Stalin me olhou com um jeito triste, de quem estava se despedindo. Curioso, é que quando também ajudei a colocar o Yagoda no carro do genro do ex da minha mãe, cheguei a ficar foi irritado com o Yagoda, pois ele, como sempre, estava a gritar.

No dia seguinte, eu estava muito pra baixo. Cheguei até a falar com a faxineira, que nunca iria me conformar com a ausência de Stalin. A mama e seu companheiro saíram, então fui para o computador, pesquisando papagaios à venda( o ex da minha mãe alegou que deu o Stalin para os outros, porque temia ser pego pela fiscalização, já que nosso papagaio não tinha registro). Encontrei um , que custava por volta de mil reais. Falei com o ex da minha mãe, que ficou animado em comprar, mas minha mãe foi contra. Três dias depois, eu já estava bem conformado. Ainda gostava dele, mas esqueci fácil. Tanto o Stalin, como o Yezov estão mortos.

Não Sei Ser Amigo E, Muito Menos, Amar

 Sócrates, o mais sábio dos homens: "Só sei que nada sei"
Roderick Verden, o mais burro dos homens: Quanto mais vivo, menos entendo a vida


Minha progenitora foi uma boa mãe. Teve suas falhas, algumas, penso eu, sérias, mas, no geral, foi uma boa mãe. Foi melhor ainda como filha. Foi uma filha submissa, que nunca teve o reconhecimento merecido, da sua super egoísta mãe.  A mama dizia que minha avó não tinha amor.  E ela, my mother, era uma pessoa amorosa. Cheia de amigas, curtia muito família. Falava que eu era egoísta. Não me considero egoísta; me considero um individualista. O egoísta quer o que é dos outros, quer ser o centro da atenção, quer tudo de melhor para ele, em detrimento de outrem, e eu não sou assim. Sou individualista. Vero que estou longe também de ser um altruísta.rs

Herdei da minha mãe e de minha avó materna, uma coisa chamada " preferência". As duas eram bem mais radicais do que eu no tocante a preferir determinadas pessoas. Dos 5 filhos , que minha avó teve, o querido mesmo, o bem amado, foi a filha caçula. Fui o primeiro neto dela. Ela não dava a mínima para o meu único irmão , e se comportou do mesmo modo com o primeiro filho da sua tão adorada filha caçula, assim como com outros netos, eu era seu preferido, até que a sua filha mais jovem, teve uma filha... perdi a preferência.rs
Minha mãe preferia bem mais meu irmão do que a mim. Do seu casal de netos, a preferida era a filha mais velha do meu irmão. Chegamos a ter, em casa, três papagaios, minha mãe cismou com um deles, só ele que tinha a atenção dela, o Yagoda. Eu, praticamente, não tinha preferência, tratando-os todos com muito carinho, apesar de com o tempo ter gostado mais do Stalin, que era um papagaio mais peculiar: falava grosso, coçava sua própria cabeça, dava rizadas, proferia, "ô negão"rs e era um comilão de marca maior. Porém, mesmo o preferindo, adorava os outros dois também.

Agora, vou tomar um banho.rs

continua...

Marcadores