Mostrando postagens com marcador O Corte Final. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Corte Final. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Corte Final


Pensei melhor, e optei por dar uma satisfação  para aqueles que me seguem, que navegam e aos que comentam nos meus blogs, repostando uma postagem publicada há pouco mais de um ano.

Na verdade, uma pessoa tão antissocial como a minha, não dever participar de redes sociais e na blogosfera.  No entanto, minha saga pelo mundos dos blogs, foi mais positiva que negativa.
Interagi com pessoas agradáveis, que foram muito gentis comigo.

Viram, como estou repetitivo e sem ter muito o que dizer?rs. Confiram o post antigo, abaixo.

Não curto mesmo multidões, e a interação no mundo virtual, não passa de uma forma similar de se conviver com multidões, com pluralidade de opiniões. Encontramos: pessoas educadas, Maria Vai Com as Outras, especialistas em ofender outrem, pessoas sábias, etc e tal, e tudo isso me cansou.
Me identifiquei muito com o escritor Charles Bokowiski, principalmente pela dificuldade do mesmo em lidar com as pessoas.

Atualmente, minha vida social, se resume a frequentar bar/restaurante por umas três vezes por semana. E costumo me sentir deslocado em bares também. Sempre observo coisas que não gosto, e acabo por parar de frequentar determinado bar, navegando em outro(s). Contudo, ainda gosto de uma bebida alcoólica(é ótimo para preencher o vazio da existência-rs) e de comer fora de casa.

Cansei também de reclamar, de falar sobre mim e de ler outras pessoas fazerem o mesmo.
Creio que vou ser acusado de arrogante, quem sabe até mesmo ingrato e, claro, antipático, mas cansei de selos, de ler sobre blogagens coletivas, de feminismo, de politicamente correto, de engajamento, de poesias, de contos, de mulheres proferindo palavras chulas...E acredito que muito antes disso, muita gente deve ter se cansado de mim.rs
Afinal é fácil se cansar, se decepcionar comigo. E creio ainda que seja mais fácil, se esquecerem de mim.
E vocês, estarão, finalmente, livres das minhas lamúrias, do meu eterno pessimismo.

Quando criei o post, "O Corte Final", ano passado, eu tinha dúvidas se abandonaria ou não a blogosfera, e agora não tenho mais...

Nada pessoal contra a grande maioria que frequentou meus blogs, e os quais eu tive a honra de seguir.
Conheci muita gente boa, mas chegou a hora do corte final.


O Corte Final

Através da lente olho-de-peixe de olhos manchados de lágrimas
Mal consigo definir o formato deste momento no tempo
E bem longe de estar voando alto em claros céus azuis
Estou caindo em espiral para o buraco no chão onde me escondo

Se você negociar o campo minado junto à alameda
E vencer os cães e tapear os frios olhos eletrônicos
E se você conseguir passar pelas espingardas no saguão
Disque a combinação, abra o esconderijo
E se eu estiver lá dentro, te direi o que está atrás da parede

Existia um garoto que teve uma grande alucinação
Fazendo amor com mulheres em revistas
Ele se pergunta se você está dormindo com sua fé recém-encontrada
Será que alguém poderia amá-lo
Ou é apenas um sonho louco?

E se eu te mostrasse meu lado escuro
Você ainda desejaria me abraçar esta noite?
E se eu abrisse meu coração para você
E te mostrasse meu lado fraco
O que você faria?
Venderia sua reportagem para a Rolling Stone?
Levaria as crianças embora
E me deixaria sozinho
E sorriria tranquilamente
Enquanto sussurra ao telefone?
Você me enxotaria?
Ou me levaria para casa?

Pensei que devesse revelar meus pensamentos
Pensei que devesse rasgar a cortina até arrancá-la
Segurei a lâmina com as mãos trêmulas
Preparando para acertar, mas aí então o telefone tocou
Nunca tive coragem de fazer o corte final(Roger Waters)





Universo no teu corpo

Taiguara

Eu desisto
Não existe essa manhã que eu perseguia
Um lugar que me dê trégua ou me sorria
E uma gente que não viva só pra si
Só encontro
Gente amarga mergulhada no passado
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi
Por uns velhos vãos motivos
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor
E é por isso que eu preciso
De você como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor
Vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos à canção
Em que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
Vem, vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos a canção
Em que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.






O Corte Final




Com mais de meio século de vida, me cansei de muita coisa, e parece que o cansaço se estendeu à blogosfera, que é o último remanescente do meu mundo virtual: orkut, no more, msn, no more idem.

Não faltará quem dirá que estou fazendo drama, mas até mesmo por questões de consciência e gratidão, tenho que dar satisfação aqueles que me seguem, que navegam e , principalmente, aos que comentam no meu humilde blog.

Quem tiver boa memória e acompanhar bem o que eu disse, certamente já deve ter percebido os poréns que tenho a respeito da blogosfera. Eu sempre fui assim. Mas, repito, o orkut é pior ainda.


Eu já disse o que tinha que dizer.
Assim como no orkut, tive meus prazeres, conheci pessoas interessantes na blogosfera.  Mas tudo é fugaz.  Nem me importo mais se pensam que eu que sou o complicado. É meu jeito, e como eu disse até no blog: é difícil se acostumarem comigo; é difícil eu me acostumar com as pessoas.



Continuarei a responder aos comentários. Poxa, em um ano de blog, criei quase 500 posts. Podem comentar nos posts antigos, que responderei.
Roderick Verden, que existe, e já deu sua ficha, falando até de sua estatura e peso, de tudo que sente, de sua autencidade, depois de 4 anos em meio no mundo virtual, se afastará. Pode até ser que ele volte, mas pelo que conheço dele, sei não...
E não pensem que voltarei com nicks tipo: João ou Conde Richard Clayton, nada disso!

Agradeço a todos, mas agradeço mesmo!

Pink's Song
(Richard Wright)

Quiet, smiling friend of mine, thrown into our lives
You gave everything you could, saw through our disguise
I had to stay, I could not leave
Give me time, so I can breathe
Give me time, to be at ease
Patiently, you watched us play parts you'd seen before
Even then we sometimes asked, "Would you keep the score?"
Caught between the tangled web, you helped set us free
Sadly then you lost yourself, so you had to leave
And I must go, be on my way
Let me go, I cannot stay
Let me go, I must not stay
And I must go, be on my way
Let me go, I cannot stay
Let me go, I cannot stay

Marcadores