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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sempre Na Contra-Mão - Decisão Final(continuação)

A visão que tenho do amor, do casamento e de família, também nunca foi positiva. E para piorar mais ainda, suspeito dos amigos. Amigo?! Será mesmo?

Assim como no orkut, a blogosfera está cheia de gente feliz. Mesmo eu sendo do contra, nada contra a felicidade alheia. Cada um leva sua vida do jeito que quer ou que pode. O que ainda me admira, é que não consigo partilhar isso. Fico pasmo; lembrando até de Schopenhauer, chego a perder uma coisa que me é peculiar: a humildade, "quanto mais sábio é o homem, menos prazer sente no convívio social"; "quanto maior o conhecimento,maior a dor".

Na semana passada, uma mulher, educadamente, discordou de mim,ao eu não concordar com um pensamento do pensador Sêneca, sobre vivermos o presente.
Costumo navegar pelos blogs,tecendo comentários que vão pela contra-mão, que colidem mesmo com a opinião dos outros navegantes.

Ontem, uma blogueira, super inspirada(rs), teceu loas ao amor, dizendo com veemência, que o amor é para os fortes. Então, sou o maior dos fracotes(rs). Ainda, ontem, outra blogueira pareceu radiante porque encontrou um novo amor.

Num blog que sigo, uma blogueira, separada do marido recentemente, encontrou já um novo amor, que aparece em seu blog a beijando. A principio, não me simpatizei com o cara, que , como de praxe, é mais jovem do que ela. Mas, hoje, é que percebi que o rapaz também é blogueiro. E é poeta como ela. Os dois têm feito posts revelando a paixão que existe entre eles. Isso é válido. Mas, tanto seus poemas, como seus sentimentos, não me comoveram. Não senti nenhuma emoção ao ler que a blogueira, citada no parágrafo anterior, encontrou um novo amor. Será por causa do que passei- e ainda estou passando- com essa minha última paixão virtual? Ou será que a apatia e a descrença por tudo, tomaram conta de mim de vez?

Já estou cansado de ler que as pessoas muito ciumentas têm baixo auto-estima. Há pouco tempo , li num site que pessoas assim são donas da verdade(ai!).
Já estou cansado de ouvir gente dizendo coisas assim: "pô, se vc namora uma mulher linda, inteligente,simpática, expansiva, e muito desejada pelos homens, vc devia se orgulhar por ela ter te escolhido " De fato, é um privilégio ser escolhido por uma mulher assim, mas vamos supor que tenho uma namorada ou esposa há anos, e há anos ela trabalha numa mesma firma. Neste firma , tem um sujeito que é a fim nela. Vamos supor que minha amada é fiel e que o sujeito é respeitador.  Ainda assim, ele vive a elogiá-la, chegando até , às vezes, tentar ir mais além, ela corta. Ele costuma até a dizer: "seu marido é um homem de muita sorte". Eu nunca fui no local em que minha amada trabalha; ela não me conta nada sobre o q acontece no seu serviço, então não estou ouvindo, não estou vendo...tudo bem.  Mas, no mundo virtual, a gente vê a pessoa amada ser assediada. A gente vê diariamente, aquele amigo chato a sempre manter contato com ela. A gente vê aquele cavalheiro a tratando "muito bem". Vemos os amigos mais descarados a paquerá-la.  E vemos até mesmo aquele amigo insosso/seco que não sai de seu blog ou do seu orkut.  Isso não dá pra mim.
Sou possessivo sim, e com muito orgulho!

A mesma amiga virtual que disse que eu precisaria fazer um tratamento, por não ficar com a LL no meu rol de amigos orkutianos, só pra não ver os comentários masculinos em sua página de recados, disse que jamais namoraria com um homem como eu, por causa que sou proprietário de um blog, que foca atrizes, Beldades do Cinema  e TV. E ela, não precisaria de um tratamento?

O amor pode vingar, mas, pra mim, só vinga se minha amada, a única, the only one, a LL,  e eu pararmos de interagir no mundo virtual.
Já fiz minha proposta, aguardo a resposta(rimou, hein?).
Se o amor vencer, ficarei muito feliz. Se a interação virtual , for a escolha, triste ficarei, mas sua decisão aceitarei(outra rima).  Depois de tanto sofrimento, já passou da hora de eu e ela termos um descanso, ficarmos em paz.

Obs.:  Creio que com esse post, provei a vocês, que não sou implicante, nem chato, nem louco.rs

Sempre Na Contra-Mão - Decisão Final


Uma vez, um primo, meu último amigo pessoal, rindo, disse que eu era tão do contra, que tinha o leão como meu animal predileto, justamente um animal africano.
Os motivos de tal predileção: além da beleza, o leão tem bem mais masculinidade, sua imponência, sua juba, tudo isso é fascinante. Ele não tem a beleza deslumbrante de um tigre, mas, a meu ver, é um animal mais simpático e carismático. Como preguiçoso contumaz, admiro seu jeito preguiçoso, o ar de quem não quer nada; mas, por trás daquele jeito inofensivo, existe mesmo uma fera, que ataca sem dó um dos piores animais da  face da Terra: o ser humano.  Como ninguém é perfeito, o Rei dos Animais também tem seus defeitos. É um egoísta, diria até mau caráter. A pobre coitada da leoa é que caça pra ele, que come a maior parte do alimento, deixando restos para a leoa e os filhotes.

No entanto, no começo desse século, ao ir morar com a minha mãe e seu companheiro, o leão foi desbancado pelo papagaio.  Tivemos três papagaios: Yagoda, Yezov e Stalin(eu que lhes dei esses nomes-rs). Dessa vez, meu gosto ficou mais light.  Não existe animal mais carinhoso e fascinante como o papagaio, a meu ver. Stalin, depois de minha mãe, era a pessoa que eu mais gostava na minha vida. Infelizmente, o companheiro da minha mãe deu o Stalin para uma de suas amigas, e, há uns dois anos atrás, o bichinho faleceu. Yezov, dado para a mesma amiga da minha mãe, também já morreu.

Estou sempre na contra-mão mesmo. Nos anos 60,70, enquanto a grande maioria preferia Roberto Carlos, eu preferia Paulo Sérgio, que era considerado um imitador do Rei.
A mídia vive tecendo loas à velhice, inclusive já presenciei em blogs, tais louvores. Nada contra os idosos, que merecem nosso respeito, nosso carinho, apenas sou contra a velhice.
Muitos insistem que devemos viver o presente, esquecendo o passado, não se preocupando muito com o futuro. Os que têm tal pensamento denotam otimismo, vigor. Não penso assim; fantasmas do passado nos atormentam. Aprendemos com o passado, que nos serve de lição, mas essas lições costumam nos deixar amargos, desconfiados. A incerteza do futuro, me preocupa. Tudo é muito imprevisível. O certo: velhice, quando não morremos jovem, claro, mais certo ainda: a morte.

continua...

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